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Curvando em crise
Ter, 14 de Julho de 2009 15:55
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Dicas

 

 

 

 1. Cenário clássico: você está passeando tranquilamente, deitando nas curvas, numa tocada controlada, quando numa curva cega você dá de cara com uma poça dágua, poeira ou outra sujeira qualquer bem no seu caminho. O que fazer? Neste caso, o motociclista viu a sujeira mas já está comprometido com o traçado da curva que está fazendo e com o ângulo respeitadamente inclinado da moto. Este motociclista foi capaz de ver a sujeira por que ele estava olhando bem no fim da curva. Certifique-se que você “não pilote a roda dianteira”, neste caso , limitando seu campo de visão e diminuindo a quantidade de tempo disponível para reagir à certas situações. Não importa se é água ou sujeira, não é uma boa idéia passar no meio dela com a moto muito inclinada. Uma vez identificado o obstáculo – antes de chegar nele, é claro – aumente a inclinação da moto para fechar mais a
curva. Isto lhe dará mais espaço para trabalhar mais à frente dentro da curva.





2. Antes


de atravessar a sujeira, levante a moto na vertical (ou pelo menos, o menos deitada possível). Se necessário aperte os freios antes, certificando-se de frear o suficiente e soltar o freio antes de passar pelo asfalto escorregadio.









3. Tente, a qualquer custo, evitar frear dentro da área problemática. Sem a menor sombra de dúvida, é mais seguro atravessar o asfalto escorregadiocom o acelerador um pouco aberto do que apertar os freios por menor que seja a pressão.












4. Uma vez passada a área problemática, incline a moto de novo na curva para evitar abrir demais o seu traçado, que poderá levá-lo a atravessar

para a pista de tráfego oposto ou mesmo fora da pista ou acostamento. É uma boa idéia praticar estes passos em uma crise imaginária quando na verdade não haverá nada em jogo. Apenas lembre-se: quando a coisa realmente acontecer, não entre em pânico. Movimentos firmes e bem pensados o colocarão no caminho certo sem que levante muito sua freqüência cardíaca.

Este artigo foi publicado originalmente no exemplar de Junho de
1995 da revista Sport Rider